Carona Cidadã

Como a plataforma funciona

Explicação pública para qualquer pessoa conferir. Atualizada em 23 de outubro de 2026.

Em resumo

1. Quem é o responsável

O Carona Cidadã foi criado e é mantido de forma voluntária por Diego Sanches, pessoa física, morador de Londrina (PR), que responde pela plataforma e pelo tratamento dos dados. Contato: contato@caronacidada.com.br.

Não há empresa, organização, partido ou campanha por trás da iniciativa.

2. Por que existe

Em toda eleição, uma parte dos eleitores deixa de votar por não ter como chegar ao local de votação: pessoas idosas, com deficiência ou mobilidade reduzida, moradores de regiões sem ônibus e quem cuida de um familiar. A plataforma complementa as políticas públicas que já existem, sem substituir nenhuma delas:

Antes de pedir carona, verifique se a sua cidade oferece ônibus gratuito no dia da eleição.

3. O que a plataforma não faz

4. Como funciona, passo a passo

  1. Quem tem veículo (carro ou moto, de uso individual) se cadastra com o bairro de onde sai, até onde pode levar (bairro, região, cidade toda ou cidades vizinhas), vagas, horário e se leva cadeira de rodas, e aceita as declarações, incluindo a de não ser candidato nem estar a serviço de campanha, a de responder pessoalmente por cada carona e a de só levar quem pedir pelo app, no domingo.
  2. Quem precisa de carona, ou um familiar por ela, se cadastra com bairro, ponto de encontro, número de pessoas e horário.
  3. Quem precisa vê os motoristas que atendem a sua região, com primeiro nome, inicial do sobrenome, distância, tipo de veículo e vagas. Nenhum telefone aparece na lista.
  4. Envia um pedido a um motorista (até 3 pedidos ao mesmo tempo).
  5. O motorista aceita ou recusa. Só depois do aceite os dois veem o WhatsApp um do outro e o ponto de encontro.
  6. Os dois combinam tudo pelo WhatsApp, fora da plataforma. A carona é gratuita, no veículo e com o combustível do próprio motorista.

5. Como cuidamos dos dados

Seguimos a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018). Coletamos só o necessário para aproximar as pessoas.

DadoPara que serveQuem vê
NomeIdentificar o cadastroAntes do aceite, só o primeiro nome e a inicial. Depois do aceite, a outra pessoa da carona
WhatsAppPermitir o contatoSó a outra pessoa, depois do aceite
Localização aproximada (GPS ou CEP, guardada com ~110 m de precisão)Calcular a distânciaNinguém. Os outros veem só a distância aproximada, em km inteiros
Bairro e bairro de destino (opcional)Mostrar a regiãoA outra parte do pedido
Ponto de encontroCombinar a caronaSó o motorista que aceitar
Gênero autodeclarado e preferênciaPermitir que mulheres escolham caronas só com mulheres (opção indisponível para homens)Só filtra a lista; quem busca vê a etiqueta "Mulher" em motoristas mulheres. O gênero nunca é exibido de outra forma
IP e data/hora do cadastroRegistro de segurança (6 meses)Ninguém; só o responsável, se houver denúncia ou pedido de autoridade
Veículo, vagas, horário, cadeira de rodas, nº de pessoasDescrever a oferta e o pedidoA outra parte do pedido

Não coletamos: CPF, RG, título de eleitor, local de votação, zona, seção, endereço completo, data de nascimento, dados de saúde, preferência política, religião, renda ou foto.

Base legal: consentimento (LGPD, art. 7º, I), dado ao marcar o termo. Compartilhamento: os dados não são vendidos nem repassados a candidatos, partidos, empresas ou terceiros. Pedidos de autoridades competentes são atendidos na forma da lei.

Prazo dos dados de uso: todos os dados de uso são apagados automaticamente em 27 de outubro de 2026, dois dias após a eleição. Você pode apagá-los a qualquer momento pelo botão "Apagar meus dados agora".

Registro mínimo de segurança: para apurar denúncias e atender pedidos de autoridades, guardamos por 6 meses (180 dias) apenas: nome, WhatsApp, tipo de cadastro, data, hora e versão do termo aceito, IP do cadastro, modelo e placa do veículo, quem deu carona a quem e quando, e as denúncias. Acesso restrito ao responsável, sem compartilhamento, com exclusão automática ao fim do prazo. Base: LGPD, art. 7º, VI, e art. 16; prazo de referência: Marco Civil da Internet, art. 15.

Serviços técnicos: Cloudflare (hospedagem, banco de dados e anti-robô). Para converter CEP ou posição em bairro, o próprio celular consulta AwesomeAPI e BrasilAPI (Brasil) e Photon/komoot (Alemanha), enviando só o CEP ou a posição arredondada, sem nome nem telefone.

Sem rastreamento: não usamos cookies de rastreamento nem anúncios. O site usa apenas a medição anônima de visitas da Cloudflare, sem identificar ninguém.

6. Proteções contra uso indevido

RiscoO que a plataforma faz
Pedir voto ou fazer propagandaDeclarações obrigatórias (incluindo responsabilidade pessoal e proibição de captar passageiros fora do app), bloqueio de textos com conteúdo de campanha, saída do app na 1ª denúncia de campanha e bloqueio de novo cadastro com o mesmo WhatsApp ou placa
Candidato ou pessoa a serviço de campanha oferecer caronaDeclaração expressa de não ser candidato nem estar a serviço de candidato, partido, federação ou coligação
Transporte organizado de eleitoresMotoristas não veem lista de passageiros; não há local de votação; cada pedido é individual e limitado (só carro ou moto, no máximo 4 passageiros no carro e 1 na moto; vans e veículos coletivos não são aceitos)
Cobrança pela caronaGratuidade obrigatória e denúncia "pediu dinheiro"
Coleta de telefonesNenhum telefone aparece em listas; só após aceite mútuo
Cadastros falsos em massaLimites por minuto, campo-armadilha contra robôs e verificação anti-robô
Segurança de quem pega carona, principalmente mulheresOpção "só mulheres", orientação para ir acompanhado(a), conferir placa e compartilhar a localização em tempo real pelo WhatsApp

7. A lei eleitoral

A Lei nº 6.091/1974 proíbe o transporte de eleitores com finalidade eleitoral, da véspera até o dia seguinte à eleição (art. 5º), e considera crime o descumprimento dessa regra (art. 11, III). O que a lei combate é o transporte usado para obter votos.

A plataforma foi desenhada para o oposto: caronas espontâneas, individuais, gratuitas e sem nenhuma finalidade eleitoral, entre pessoas que se aproximam por iniciativa própria. Qualquer uso para fins de campanha viola o termo, é de responsabilidade de quem o pratica e deve ser denunciado no app e à Justiça Eleitoral pelo aplicativo Pardal.

Este texto é informativo e não substitui orientação jurídica.

8. Custos e financiamento

A plataforma não recebe doações, patrocínio ou apoio de candidato, partido, federação, coligação, empresa ou pessoa. Os únicos custos são a hospedagem (Cloudflare, cerca de US$ 5 no mês) e o registro do domínio, pagos pelo responsável com recursos próprios. Ninguém é remunerado. A divulgação é feita sem impulsionamento pago.

9. Parte técnica

O site e o programa funcionam na Cloudflare (Workers e banco D1). Os dados ficam em um banco acessível somente pelo responsável. As comunicações são criptografadas (HTTPS), a página não pode ser embutida em outros sites e só se comunica com o próprio servidor e com os serviços técnicos listados acima. O código pode ser apresentado à Justiça Eleitoral a qualquer momento.

10. Encerramento

Às 17h de 25 de outubro de 2026, quando termina a votação, a plataforma deixa de aceitar cadastros e pedidos. As caronas já combinadas continuam visíveis para os participantes até a exclusão automática dos dados.

11. Contato e denúncias

Dúvidas, pedidos de acesso ou exclusão de dados: contato@caronacidada.com.br.

Para denunciar um cadastro, use o botão "Denunciar" no próprio app. Em caso de crime ou emergência, ligue 190. Violência contra a mulher: 180. Propaganda ou compra de votos: aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral.