Como a plataforma funciona
Explicação pública para qualquer pessoa conferir. Atualizada em 23 de outubro de 2026.
Em resumo
- É uma ação voluntária de cidadania para que ninguém deixe de votar por falta de transporte, especialmente pessoas idosas e com mobilidade reduzida.
- É apartidária. Não tem ligação com candidatos, partidos, federações ou coligações e atende qualquer eleitor.
- Não sabe em quem ninguém vota. Não pede local de votação, zona, seção, título de eleitor nem preferência política.
- Só aproxima pessoas. Quem precisa de carona envia um pedido; o motorista decide se aceita; os detalhes são combinados entre os dois, pelo WhatsApp.
- É gratuita para todos e não recebe dinheiro de ninguém.
- Só no dia da eleição. O cadastro pode ser feito antes, mas pedidos e aceites só abrem à 0h de 25 de outubro de 2026. Nenhuma carona do app acontece na véspera.
- Ônibus primeiro. Se o ônibus gratuito do dia da eleição atende você, prefira ele. O app é para quem não tem essa opção.
- Tem data para acabar. Encerra às 17h de 25 de outubro de 2026 e apaga os dados de uso até 27 de outubro de 2026. Um registro mínimo de segurança fica guardado por 6 meses, só para apurar denúncias.
1. Quem é o responsável
O Carona Cidadã foi criado e é mantido de forma voluntária por Diego Sanches, pessoa física, morador de Londrina (PR), que responde pela plataforma e pelo tratamento dos dados. Contato: contato@caronacidada.com.br.
Não há empresa, organização, partido ou campanha por trás da iniciativa.
2. Por que existe
Em toda eleição, uma parte dos eleitores deixa de votar por não ter como chegar ao local de votação: pessoas idosas, com deficiência ou mobilidade reduzida, moradores de regiões sem ônibus e quem cuida de um familiar. A plataforma complementa as políticas públicas que já existem, sem substituir nenhuma delas:
- Constituição Federal, arts. 1º e 14: a cidadania é fundamento da República, e a soberania popular é exercida pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos.
- Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), art. 76: garante à pessoa com deficiência o exercício dos direitos políticos em igualdade de condições.
- STF, ADPF 1013: reconheceu que a falta de transporte afasta eleitores das urnas e determinou a oferta de transporte coletivo gratuito em dia de eleição.
- Justiça Eleitoral: oferece transporte adaptado a pessoas com deficiência, mediante pedido com prazo. Quem perdeu o prazo ou mora longe das linhas de ônibus continua sem alternativa.
Antes de pedir carona, verifique se a sua cidade oferece ônibus gratuito no dia da eleição.
3. O que a plataforma não faz
- Não pede, não indica e não permite pedir voto em ninguém.
- Não coleta local de votação, zona, seção, título de eleitor, preferência política ou voto.
- Não mostra lista de passageiros a motoristas. Só quem precisa de carona vê motoristas próximos e envia um pedido individual.
- Não agrupa passageiros, não organiza viagens e não combina horários: isso é decidido entre as duas pessoas.
- Não fornece veículo, combustível, dinheiro, refeição ou qualquer vantagem.
- Não envia mensagens, não telefona e não mantém grupos com eleitores.
- Não usa cores, números, siglas ou símbolos de partido ou campanha. As cores são as nacionais, de uso livre (Lei nº 5.700/1971).
4. Como funciona, passo a passo
- Quem tem veículo (carro ou moto, de uso individual) se cadastra com o bairro de onde sai, até onde pode levar (bairro, região, cidade toda ou cidades vizinhas), vagas, horário e se leva cadeira de rodas, e aceita as declarações, incluindo a de não ser candidato nem estar a serviço de campanha, a de responder pessoalmente por cada carona e a de só levar quem pedir pelo app, no domingo.
- Quem precisa de carona, ou um familiar por ela, se cadastra com bairro, ponto de encontro, número de pessoas e horário.
- Quem precisa vê os motoristas que atendem a sua região, com primeiro nome, inicial do sobrenome, distância, tipo de veículo e vagas. Nenhum telefone aparece na lista.
- Envia um pedido a um motorista (até 3 pedidos ao mesmo tempo).
- O motorista aceita ou recusa. Só depois do aceite os dois veem o WhatsApp um do outro e o ponto de encontro.
- Os dois combinam tudo pelo WhatsApp, fora da plataforma. A carona é gratuita, no veículo e com o combustível do próprio motorista.
5. Como cuidamos dos dados
Seguimos a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018). Coletamos só o necessário para aproximar as pessoas.
| Dado | Para que serve | Quem vê |
|---|---|---|
| Nome | Identificar o cadastro | Antes do aceite, só o primeiro nome e a inicial. Depois do aceite, a outra pessoa da carona |
| Permitir o contato | Só a outra pessoa, depois do aceite | |
| Localização aproximada (GPS ou CEP, guardada com ~110 m de precisão) | Calcular a distância | Ninguém. Os outros veem só a distância aproximada, em km inteiros |
| Bairro e bairro de destino (opcional) | Mostrar a região | A outra parte do pedido |
| Ponto de encontro | Combinar a carona | Só o motorista que aceitar |
| Gênero autodeclarado e preferência | Permitir que mulheres escolham caronas só com mulheres (opção indisponível para homens) | Só filtra a lista; quem busca vê a etiqueta "Mulher" em motoristas mulheres. O gênero nunca é exibido de outra forma |
| IP e data/hora do cadastro | Registro de segurança (6 meses) | Ninguém; só o responsável, se houver denúncia ou pedido de autoridade |
| Veículo, vagas, horário, cadeira de rodas, nº de pessoas | Descrever a oferta e o pedido | A outra parte do pedido |
Não coletamos: CPF, RG, título de eleitor, local de votação, zona, seção, endereço completo, data de nascimento, dados de saúde, preferência política, religião, renda ou foto.
Base legal: consentimento (LGPD, art. 7º, I), dado ao marcar o termo. Compartilhamento: os dados não são vendidos nem repassados a candidatos, partidos, empresas ou terceiros. Pedidos de autoridades competentes são atendidos na forma da lei.
Prazo dos dados de uso: todos os dados de uso são apagados automaticamente em 27 de outubro de 2026, dois dias após a eleição. Você pode apagá-los a qualquer momento pelo botão "Apagar meus dados agora".
Registro mínimo de segurança: para apurar denúncias e atender pedidos de autoridades, guardamos por 6 meses (180 dias) apenas: nome, WhatsApp, tipo de cadastro, data, hora e versão do termo aceito, IP do cadastro, modelo e placa do veículo, quem deu carona a quem e quando, e as denúncias. Acesso restrito ao responsável, sem compartilhamento, com exclusão automática ao fim do prazo. Base: LGPD, art. 7º, VI, e art. 16; prazo de referência: Marco Civil da Internet, art. 15.
Serviços técnicos: Cloudflare (hospedagem, banco de dados e anti-robô). Para converter CEP ou posição em bairro, o próprio celular consulta AwesomeAPI e BrasilAPI (Brasil) e Photon/komoot (Alemanha), enviando só o CEP ou a posição arredondada, sem nome nem telefone.
Sem rastreamento: não usamos cookies de rastreamento nem anúncios. O site usa apenas a medição anônima de visitas da Cloudflare, sem identificar ninguém.
6. Proteções contra uso indevido
| Risco | O que a plataforma faz |
|---|---|
| Pedir voto ou fazer propaganda | Declarações obrigatórias (incluindo responsabilidade pessoal e proibição de captar passageiros fora do app), bloqueio de textos com conteúdo de campanha, saída do app na 1ª denúncia de campanha e bloqueio de novo cadastro com o mesmo WhatsApp ou placa |
| Candidato ou pessoa a serviço de campanha oferecer carona | Declaração expressa de não ser candidato nem estar a serviço de candidato, partido, federação ou coligação |
| Transporte organizado de eleitores | Motoristas não veem lista de passageiros; não há local de votação; cada pedido é individual e limitado (só carro ou moto, no máximo 4 passageiros no carro e 1 na moto; vans e veículos coletivos não são aceitos) |
| Cobrança pela carona | Gratuidade obrigatória e denúncia "pediu dinheiro" |
| Coleta de telefones | Nenhum telefone aparece em listas; só após aceite mútuo |
| Cadastros falsos em massa | Limites por minuto, campo-armadilha contra robôs e verificação anti-robô |
| Segurança de quem pega carona, principalmente mulheres | Opção "só mulheres", orientação para ir acompanhado(a), conferir placa e compartilhar a localização em tempo real pelo WhatsApp |
7. A lei eleitoral
A Lei nº 6.091/1974 proíbe o transporte de eleitores com finalidade eleitoral, da véspera até o dia seguinte à eleição (art. 5º), e considera crime o descumprimento dessa regra (art. 11, III). O que a lei combate é o transporte usado para obter votos.
A plataforma foi desenhada para o oposto: caronas espontâneas, individuais, gratuitas e sem nenhuma finalidade eleitoral, entre pessoas que se aproximam por iniciativa própria. Qualquer uso para fins de campanha viola o termo, é de responsabilidade de quem o pratica e deve ser denunciado no app e à Justiça Eleitoral pelo aplicativo Pardal.
Este texto é informativo e não substitui orientação jurídica.
8. Custos e financiamento
A plataforma não recebe doações, patrocínio ou apoio de candidato, partido, federação, coligação, empresa ou pessoa. Os únicos custos são a hospedagem (Cloudflare, cerca de US$ 5 no mês) e o registro do domínio, pagos pelo responsável com recursos próprios. Ninguém é remunerado. A divulgação é feita sem impulsionamento pago.
9. Parte técnica
O site e o programa funcionam na Cloudflare (Workers e banco D1). Os dados ficam em um banco acessível somente pelo responsável. As comunicações são criptografadas (HTTPS), a página não pode ser embutida em outros sites e só se comunica com o próprio servidor e com os serviços técnicos listados acima. O código pode ser apresentado à Justiça Eleitoral a qualquer momento.
10. Encerramento
Às 17h de 25 de outubro de 2026, quando termina a votação, a plataforma deixa de aceitar cadastros e pedidos. As caronas já combinadas continuam visíveis para os participantes até a exclusão automática dos dados.
11. Contato e denúncias
Dúvidas, pedidos de acesso ou exclusão de dados: contato@caronacidada.com.br.
Para denunciar um cadastro, use o botão "Denunciar" no próprio app. Em caso de crime ou emergência, ligue 190. Violência contra a mulher: 180. Propaganda ou compra de votos: aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral.